terça-feira, 22 de novembro de 2011

Concepções e Práticas Pedagógicas

De que forma o curso DEPTC (Didática da Educação Profissional para o Trabalho e a Cidadania), oferecida pelo Senac, contribuirá para a elevação da qualidade pedagógica dos docentes de qualquer instituição que ofereça educação básica integrada à educação profissional?

Vivemos um momento em que a sociedade marcada pela globalização, pela evolução tecnológica e pela velocidade da informação, faz com que a educação seja um fator crucial no desenvolvimento dos setores produtivos e sociais. Educar e ser educado é um direito constitucional e obrigatório de todos os indivíduos para que seja minimizado os processos de exclusão e desigualdade social. Portanto, estender a atuação da educação, demonstra responsabilidade social.
E é nesse contexto social que se torna cada vez maior a exigência por educadores (do ensino fundamental, médio, superior, profissional, EJA e PROEJA) capazes de intervir nos processos educacionais. Os docentes de educação básica e profissional, que hoje atuam no mercado, possuem reconhecida competência técnica na área em que atuam, por exemplo, engenheiros que após a conclusão da graduação podem atuar como professor de física ou matemática no ensino fundamental e médio. Porém, estes profissionais, em sua grande maioria, não possuem a vivência necessária para atuarem como educadores, indicando a necessidade de uma qualificação pedagógica que reúna competências gerais que os possibilitem desempenhar sua função como agentes de educação profissional ou mesmo educação básica integrada à profissional, tornando sua prática docente efetiva e transformadora.
A maioria das políticas públicas, hoje, estão voltadas para geração de emprego e renda, indicando que para isso ocorrer é necessário melhorar a educação de um modo geral, tanto na educação básica como na educação profissional, reduzindo os processos de discriminação e exclusão social. Para tanto, é necessário qualificar os agentes de educação profissional na apropriação de conhecimentos, habilidades e valores compatíveis com uma prática pedagógica destinada à formação social.
O Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - ES, sempre preocupado com os agentes de educação profissional que atuam em sua instituição e com a qualidade dos serviços que são prestados à sociedade, busca qualificar constantemente esses profissionais, sejam eles funcionários ou prestadores de serviços, com novas metodologias para ensinar, para aprender e para orientar os alunos na busca de soluções que o conduzam a praticar as tarefas necessárias para o mercado de trabalho.
Como a meta do Senac de todo Brasil é a educação profissional de jovens e adultos, o Senac Nacional recomenda levar em consideração “[...] as características específicas de seu público, diagnosticando seus conhecimentos e experiências acumuladas ao longo da vida social e profissional, para possibilitar a seleção de métodos de ensino que os orientem nesse processo de reconstrução de conhecimentos”. (SENAC/DN, 2002).
Essa prática docente de diagnosticar o prévio conhecimento dos alunos visando selecionar conteúdos necessários a serem trabalhados, não deve ser uma prática específica da educação profissional, mas sim, de todo o educador que visa o desenvolvimento de um cidadão crítico e participativo na sociedade. (LDB, Lei Nº. 9.394 de 20 dezembro de 1996).
Essa busca constante por metodologias que instrumentalizem o docente na prática de ensinar o ofício, que o Senac do Departamento Nacional – Rio de Janeiro em parceria com o Senac – São Paulo, desenvolveu o PNDD (Programa Nacional de Desenvolvimento de Docentes), selecionando algumas pessoas que trabalham na instituição, sejam elas funcionários ou prestadores de serviço, para participarem como multiplicadores do programa implantando, em cada um dos regionais existentes em vários pontos do Brasil o curso “Didática da Educação Profissional para o Trabalho e a Cidadania - DEPTC”.
Como um dos alunos da pós-graduação oferecida pelo Cead-Ifes-ES esteve envolvido no processo de implantação do DEPTC no Senac do Espírito Santo, que norteará o desenvolvimento desse trabalho, objetivando apresentar como o curso DEPTC contribuirá para a elevação da qualidade pedagógica dos docentes de qualquer instituição que ofereça educação básica integrada à educação profissional, no sentido de superar práticas exclusivamente técnicas ou pedagógicas, tornando-os capazes de planejar, mediar, avaliar e usar procedimentos metodológicos adequados aos vários processos de aprendizagem e de ensino, ajustando-os à realidade dos indivíduos aprendizes.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Wiki 2 - Produções da pesquisa e das práticas pedagógicas na Implementação do PROEJA no Estado do Espírito Santo

As políticas educacionais tendem a impedir a atuação dos organismos governamentais na provisão das oportunidades de formação para jovens e adultos. Paralelamente a isso, há um aumento da visibilidade e da importância da realização de parcerias envolvendo universidades, movimentos sociais, organizações não-governamentais, dentre outras organizações.
Uma das parcerias de maior destaque no estado foi realizada junto ao Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), tendo por objetivo discutir de forma reflexiva o movimento de construção dos Projetos Pedagógicos dos Cursos do Programa Nacional de Integração de Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Jovens e Adultos.
A implementação do Proeja no IFES se deu a partir de uma ideia de integração da justaposição da área de formação técnica à área de formação básica, sendo quatro módulos da disciplina da área de disciplinas básicas, e quatro módulos da disciplina de formação profissional.
Um processo fundamental e importante voltado para a discussão foi a superação dos voluntarismos pedagógicos, e de uma visão, que têm acompanhado a Eja ao longo dos tempos. Existe no IFES um envolvimento ascendente dos professores que atuam junto às turmas do Proeja, e isso tem colaborado para discussões de Projetos Pedagógicos dos Cursos quanto à formação geral e a formação técnica, e já existem tentativas de compreensões mútuas das atividades realizadas por ambas áreas por parte desses profissionais.
Outro avanço considerável é o currículo integrado para um novo Projeto Político Pedagógico, que tem a função de articular a educação básica de nível médio e a formação técnica profissional.
Além disso, deve-se atentar para a formação continuada dos professores voltada para o grupo de pesquisa PROEJA/CAPES/CETEC, que é um fator relevante para a integração entre ensino e pesquisa em torno do PROEJA no IFES.
Outra preocupação do IFES é orientar os professores do Proeja, para que em seu exercício aproveitem a realidade sócio-cultural dos alunos, de forma a considerar suas especificidades, valorizando-os.
Quanto ao ingresso dos alunos nos cursos Proeja, estuda-se uma proposta de seleção diversificada com a intenção de que não seja classificatório e eliminatório, mas sim uma seleção que objetive a inclusão social, contribuindo para redução da evasão escolar.
Constata-se então, que para que a proposta de integração curricular do Proeja se efetive é indispensável a criação de parcerias entre as organizações sociais e a implementação de políticas educacionais que visem a inclusão social dos alunos jovens e adultos.
A questão é bem maior, faz-se necessário que os organizadores do Proeja criem estratégias que conduzam todos os envolvidos no processo educacional a pensarem como poderão contribuir para transformar o repensar do papel social das instituições federais de educação profissional, caso contrário vai apenas significar mais um programa de governo, que esperando pacientemente cairá no esquecimento.
O PROEJA se estabelece, mediante decreto, em um cenário complexo e com quase nenhuma experiência na modalidade EJA. Vale lembrar que as instituições federais de educação tecnológica, historicamente, foram se tornando elitizadas dentro de um quadro de precarização das outras escolas públicas do País. O desafio se coloca, então, para essas instituições, de realizarem uma prática pedagógica ou até mesmo uma parceria com grupos da área tecnológica, socioculturais e etários até então não experienciados.
A educação como uma formação estruturante da consciência ativa dos homens significa que é um pressuposto para a cidadania, não no sentido meritocrático, mas, sim no sentido de pertencimento e participação em todos os bens (sociais, culturais, econômicos e políticos) produzidos pela sociedade ao longo dos tempos e de desenvolvimento pleno de todas as potencialidades humanas. Na discussão dos projetos pedagógicos dos cursos do Proeja consiste na integração entre as áreas geral e técnica e entre as disciplinas. Essa não foi e não será uma tarefa fácil de ser realizada. Sobre as discussões em torno dos PPC’s é possível afirmar que se avançou pouquíssimo, ficando a composição do curso muito semelhante a experiências já praticadas na instituição. Nesse sentido, faz-se necessária uma reflexão mais aprofundada da proposta construída para a educação de jovens e adultos enquanto modalidade integrada à educação profissional.
Para tal, é necessário conseguir financiamento que objetive a criação de um currículo que integre os "conhecimentos gerais aos conhecimentos técnicos específicos", articulando teoria e prática não só investindo em material didático, mas, também em capacitações e implantações de metodologias que sejam passivas de darem resultados realmente efetivos.
Porém, ter capital que viabilize essa construção não é o suficiente para atingir o objetivo esperado na EJA, como foi apresentado anteriormente, a capacitação da equipe pedagógica que está envolvida no processo também é preponderante, visando garantir que até o final da formação do indivíduo essa integração ocorrerá.
No artigo postado no Fórum do Proeja/ES, outro desafio a ser superado "(...) é a revisão da forma de ingresso dos alunos nos cursos do Proeja. Atualmente é feita apenas uma prova de conhecimentos, sendo a mesma classificatória e eliminatória. A ideia de modificar essa forma de ingresso propõe a diversificação do processo seletivo, de modo a atingir o público-alvo ao qual se destina o programa".
Acredita-se que "(...) a reformulação do curso e a diversificação do processo seletivo" poderão ajudar na redução dos índices de evasão. Entretanto, mais importante do que testarem estratégias para evitar ou diminuir a evasão, primeiro devemos identificar o motivo de estar ocorrendo tal fato, pois, como a motivação é intrínseca, percebe-se claramente que o aluno da EJA, no primeiro momento que se predispõe a voltar para a escola, está motivado à concluir seus estudos. Uma das estratégias que poderia ser adotada é a revisão da forma de ingresso dos alunos nos cursos do Proeja. O caráter elitista que a instituição assumiu ao longo do seu desenvolvimento gerou um preconceito em torno de novos projetos educacionais que buscam atender aos segmentos que ficaram marginalizados de uma escola pública de qualidade (PINTO, 2006). Atualmente é feita apenas uma prova de conhecimentos, sendo a mesma classificatória e eliminatória. A idéia de modificar essa forma de ingresso foi apresentada pelo grupo de professores e propõe a diversificação do processo seletivo, de modo a atingir o público-alvo ao qual se destina o programa. Esse processo envolveria: "(...) palestra, aplicação de uma prova, análise de questionário sócio-econômico e entrevista".
No contexto do PROEJA, a busca de universalização do ensino médio, para alcançar os jovens das classes populares, opera contradições e tenta inverter a lógica do capital, ao tomar os Centros Federais de Educação Tecnológica como polos de referência na implementação do Programa, envolvendo o atendimento desse segmento da população para quem, no imaginário social, o acesso ao “IFES” (Escola Técnica) é algo, considerado para muitos, ainda, inalcançável.
Portanto, manter o aluno motivado é que tornou-se um grande desafio, ou seja, utilizar estratégias efetivas que demonstre a importância em estar buscando uma formação integral e de qualidade. Estratégias essas, visando conscientizar e mobilizar esse aluno para quebras das oligarquias opressoras marcadas pela ideologia, onde o mesmo possa fazer parte de uma organização mais justa, que lhe permitirá aspirações culturais, sociais e profissionais mais altas.

Referência:
www.forumeja.org .br

Wiki 1 - Pesquisando o Movimento Social dos Fóruns de EJA

A cultura competitiva, baseada nos aspectos negativos da globalização, transformou o ser humano num profissional competidor, onde só há espaço para o vencedor. A preocupação em criar indivíduos capazes de competir no mercado de trabalho e no mercado da vida, onde o maior valor é aquele que alcança maior preço de venda, vem direcionando a formação dos nossos jovens, seja no lar, seja na escola.
Diante desse cenário sugem preocupações nas videoconferências da Profª. Maria Margarida Machado (UFG) e do Profº. Osmar Fávero (UFF) , apresentado nos tópicos a seguir:
  • 1946-1947 oficialização da discussão sobre analfabetismo, com a 1ª Campanha Nacional de Alfabetização de Adultos, pelo Ministério da Educação;
  • Momento em que a alfabetização de adolescentes e adultos não atendidos na idade normal da escolarização, de 7 a 10 anos, passa a estender-se para uma ação educativa;
  • Trabalhar pelo direito da EJA sem perder o foco de lutar pelo direito de todos à educação;
  • Final dos anos 60 com Anísio Teixeira do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos criou a expressão "secar as fontes do analfabetismo"
  • A EJA não pode se restringir apenas à escolarização visando certificação só para o ensino fundamental, mas, tem que também certificar para o médio;
  • A educação dos movimentos populares;
  • A proposta de educação pública das autodenominadas administrações populares de governos municipais e estaduais atualmente no país.
  • O trabalho do educador fronteiriza, na complexidade do tecido social estabelecido e das motivações de novas tessituras, com vários projetos de teor cultural e/ou político, vividos como educação, na educação ou através da educação.
Educar para a cidadania é adotar uma postura, é fazer escolhas, despertar para as consciências dos direitos e deveres, é lutar pela justiça e não servir a interesses seculares. Ter consciência de que incluir, o educar para a cidadania é muito mais do que transformar todos em consumidores eficazes.
Para tal é preciso que seja criada uma política pública que integre a EJA com a Profissionalização e com oportunidades de trabalho, visando que a educação seja pensada não como apenas escolarização, mas, como formação integral e permanente do indivíduo para a vida, social e profissional visando o desenvolvimento da pessoa como ser humano integral em todos os seus aspectos.
Como os meios de comunicação se tornaram massificantes com a globalização, a massa uma cultura hedonista, ou seja, em busca do prazer imediato e, ao mesmo tempo, egocêntrica, conduzindo os indivíduos à perda do sentido coletivo da ação humana. Portanto, é necessário que o Projeto Político Pedagógico seja repensado, não só para que seja trabalhado no ambiente escolar, mas, que tenha uma visão muito mais ampla, em especial do jovem trabalhador, ou seja, estar articulado com o que é necessário e primordial que seja aprendido com foco na cidadania.

REFERÊNCIAS:
Seção 1 do material impresso ;
SOARES , Leôncio José Gomes . Diretrizes Curriculares Nacionais : Educação de jovens e Adultos . Rio de Janeiro : DP & A , 2002;
ARROYO , Miguel González . Educação de jovens - adultos : um campo de direitos e de responsabilidade pública . In : SOARES , Leôncio ; GIOVANETT , M . A .; GOMES , N . L . ( Orgs .). Diálogos em Educação de Jovens e Adultos . 2. ed . Belo Horizonte : Autêntica , 2007, p .19-50.

Entrevista com Osmar Fávero , professor titular da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense , na área de política educacional . Disponível em :< http://www.tvbrasil.org.br/saltoparaofuturo/entrevista.asp?cod_Entrevista=45 >.

Site Portal do Fóruns de EJA do Brasil < www . forumeja . org . br >

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pedagogia da autonomia (paulo freire) - 1


Para ensinar precisamos, antes de mais nada, ter a consciência da importância e da beleza desta tarefa, da importância de se poder fazer a diferença num sistema socio-econômico-político com certezas às vezes tão opressoras e cruéis àqueles que não dispõe de meios financeiros para obter cultura e informação. Não é possível ao bom professor ser um ser completamente apolítico, dado que estará expondo suas opiniões e ensinando muitos conceitos baseados em sua visão de mundo. Mas podem demonstrar que é possível mudar. E isto reforça nele ou nela a importância de sua tarefa político–pedagógica.
O esforço para atingir estas metas fornece a moral necessária para que o professor transpareça a segurança de seus conhecimentos e sua autoridade nos assuntos que vai ensinar. É ouvindo o aluno com paciência e criticamente que aprendemos a falar com ele. Aprendendo a escutar o educando, ouvindo suas dúvidas, em seus receios, em sua incompetência provisória, faz com que o docente aprenda a falar com ele. O bom professor deve ser curioso e deve provocar curiosidade. Esta curiosidade deve ser incentivada para que mantenha viva a chama do querer saber, do querer entender. Se esta troca não ocorrer, com o tempo o professor se verá diante de uma situação quase estática, paternalista da maneira de ensinar, que impedem o exercício livre da curiosidade. A curiosidade deve ser democrática. A curiosidade que silencia a outra se nega a si própria. A educação deve também servir de meio e forma para transformações sociais, mas deve-se ter consciência da sua indevida utilização como meio de reprodução de ideologias dominantes.

 Postagem feita por: Maria Albertina Quaresma em 23/10/2011 às 23h33.

Pedagogia do Oprimido - Paulo Freire


Na entrevista a seguir, Paulo Freire critica as práticas educativas arbitrárias às quais os indivíduos são submetidos há décadas. 

Critica também a existência de educadores que ainda ensino utilizando o método de “Educação Bancária”, ou seja, visualizando os educandos como depositários de informações, não tendo a mínima noção do significado do que estão aprendendo e nem construindo um conhecimento crítico. E sem esse conhecimento, o homem não é capaz de transformar o mundo. 

Como nos apresenta Paulo Freire na entrevista o educador deve ensinar articulando a teoria à prática conduzindo sempre à “reflexão e ação dos homens sobre o mundo, para transformá-lo. Sem ela, é impossível a superação da contradição opressor-oprimidos”.
Concluindo, Paulo Freire deixa-nos mais um referencial para que a educação possa ser repensada, reestruturada, sendo a base para a formação de cidadãos atuantes no convívio social, e nos ensina, mais uma vez, a acreditar e apostar na transformação da sociedade através da educação.


Postagem feita por: Márcia Cristina Pereira Fortuna em 23/10/2011 às 22h50.

sábado, 15 de outubro de 2011

Fudêncio e seus amigos

O episódio “Eu sou trabalhador” do desenho animado “Fudêncio e seus amigos”, retrata com ironia a lógica do mercado de trabalho, mostrando as etapas vivenciadas que requerem do indivíduo experiências profissionais concretas advindas de uma ideologia de formar profissionais para a ação e não para o pensar.
Em uma das cenas a fala da professora: “para ir para o ginásio ter que ter experiência profissional. De que adianta saber tabuada se ninguém sabe fazer lobby¹ nem carreirismo²?”.
A cena descrita acima permite uma análise sobre a formação do trabalhador, pois a escolarização é um meio necessário para ingressar no mercado do trabalho, apesar de exigir experiência dos alunos. A professora encaminha os alunos a uma fábrica de salgados, e lá eles são divididos em grupos em que cada qual executa uma etapa da produção do produto. 
Várias condições de trabalho são demonstradas, como exemplo a alienação, acidentes de trabalho e cobrança de produtividade. 
“[...] assim, o conhecimento científico e o saber prático são distribuídos desigualmente, contribuindo ainda mais para aumentar a alienação dos trabalhadores” (Kuenzer, 2005).
Diante desta análise, constata-se a importância de a escola capacitar o novo trabalhador para uma formação mais unificada, de forma a integrar o conhecimento científico e o saber prático para garantir uma educação profissional de qualidade aos alunos do Proeja.
¹Lobby: nome que se dá a atividade de expressão de grupos, ostensiva ou velada, com objetivo de interferir diretamente nas decisões do poder público, em especial do legislativo, em favor de interesses privados.
²Carreirismo: tendência ou prática de conseguir bom êxito com emprego de meios excusos; oportunismo, arrivismo.


Postagem feita por: Maria da Penha Garcia Carvalho dia 15/10/2011 às 22h44 

A Arte e a Reflexão do Trababalho ( Sebastião Salgado)

Foto de Sebastião Salgado


Sebastião Salgado fotografo que ilustra seu trabalho como podemos observar, inteiramente com fotos em preto e branco, direcionou todo o sua habilidade  de respeito pelo seu objeto de trabalho e sua determinação em mostrar o significado mais amplo do que acontece com  pessoas, criou um conjunto de imagens que testemunham a dignidade  fundamental de toda a humanidade ao mesmo tempo que protestam contra a violação dessa dignidade por meio da guerra, pobreza e outras injustiças.
  • Podemos ressaltar o ‘’Exodos 2000’’ de Sebastião Salgado como direciona o blog, em uma das principais  obra no qual ele procura fazer as pessoas refletirem sobre a situação econômica do local retratado, seja por meio do choque, ou seja por meio da imagem nua e crua da pobreza, da dor, e da fome. Uma vez questionado em uma de suas exposições, disse: "Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair" .
  • Como economista, o que despertou o interesse dele para a fotografia, foi o fato dela expressar, com maior impacto e intensidade, a situação de miséria em que vivem as pessoas de países africanos da região do Sahel, como também a violência da Guerra Civil da Angola.

Através de suas lentes, Salgado explora temas clássicos da Economia como desigualdade social e globalização. Sua intenção é gerar debate ao redor dessas questões expondo-as da forma mais clara possível em suas imagens.


Refugiados do povoado de Lula chegando ao povoado de Kisesa – Zaire - 1977


Refugiados no Korem Camp – Etiópia – 1984
 Entrega de Madeira – México - 1990 



Analizando estas obras de Sebastião Salgado, vejo muitas vezes o descaso pela educação por alguns profissionais, faz com que nossos alunos sofram pela perda das oprtunidades de aprendizagem para que possam atuar como bons profissionais no mercado de trabalho. A situação precária em que se encontram as escolas, o descaso com a merenda, as salas de aula lotadas, os baixos salários dos educadores, a banalização das condições de ensino, a concepção errônea dos gestores públicos e tantas outras questões,são tratadas com propriedade de quem vive o dia-a-dia numa angústia infinita pela sobrevivência. A realidade brasileira da famigerada educação se alastrou como um câncer silencioso em praticamente todos os estados do país e hoje a única certeza que temos é exatamente a da falta de perspectiva e desilusão.
Postagem feita Por:  Maria Albertina Freire Quaresma em 15/10/2011 às 20h43