quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Wiki 1 - Pesquisando o Movimento Social dos Fóruns de EJA

A cultura competitiva, baseada nos aspectos negativos da globalização, transformou o ser humano num profissional competidor, onde só há espaço para o vencedor. A preocupação em criar indivíduos capazes de competir no mercado de trabalho e no mercado da vida, onde o maior valor é aquele que alcança maior preço de venda, vem direcionando a formação dos nossos jovens, seja no lar, seja na escola.
Diante desse cenário sugem preocupações nas videoconferências da Profª. Maria Margarida Machado (UFG) e do Profº. Osmar Fávero (UFF) , apresentado nos tópicos a seguir:
  • 1946-1947 oficialização da discussão sobre analfabetismo, com a 1ª Campanha Nacional de Alfabetização de Adultos, pelo Ministério da Educação;
  • Momento em que a alfabetização de adolescentes e adultos não atendidos na idade normal da escolarização, de 7 a 10 anos, passa a estender-se para uma ação educativa;
  • Trabalhar pelo direito da EJA sem perder o foco de lutar pelo direito de todos à educação;
  • Final dos anos 60 com Anísio Teixeira do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos criou a expressão "secar as fontes do analfabetismo"
  • A EJA não pode se restringir apenas à escolarização visando certificação só para o ensino fundamental, mas, tem que também certificar para o médio;
  • A educação dos movimentos populares;
  • A proposta de educação pública das autodenominadas administrações populares de governos municipais e estaduais atualmente no país.
  • O trabalho do educador fronteiriza, na complexidade do tecido social estabelecido e das motivações de novas tessituras, com vários projetos de teor cultural e/ou político, vividos como educação, na educação ou através da educação.
Educar para a cidadania é adotar uma postura, é fazer escolhas, despertar para as consciências dos direitos e deveres, é lutar pela justiça e não servir a interesses seculares. Ter consciência de que incluir, o educar para a cidadania é muito mais do que transformar todos em consumidores eficazes.
Para tal é preciso que seja criada uma política pública que integre a EJA com a Profissionalização e com oportunidades de trabalho, visando que a educação seja pensada não como apenas escolarização, mas, como formação integral e permanente do indivíduo para a vida, social e profissional visando o desenvolvimento da pessoa como ser humano integral em todos os seus aspectos.
Como os meios de comunicação se tornaram massificantes com a globalização, a massa uma cultura hedonista, ou seja, em busca do prazer imediato e, ao mesmo tempo, egocêntrica, conduzindo os indivíduos à perda do sentido coletivo da ação humana. Portanto, é necessário que o Projeto Político Pedagógico seja repensado, não só para que seja trabalhado no ambiente escolar, mas, que tenha uma visão muito mais ampla, em especial do jovem trabalhador, ou seja, estar articulado com o que é necessário e primordial que seja aprendido com foco na cidadania.

REFERÊNCIAS:
Seção 1 do material impresso ;
SOARES , Leôncio José Gomes . Diretrizes Curriculares Nacionais : Educação de jovens e Adultos . Rio de Janeiro : DP & A , 2002;
ARROYO , Miguel González . Educação de jovens - adultos : um campo de direitos e de responsabilidade pública . In : SOARES , Leôncio ; GIOVANETT , M . A .; GOMES , N . L . ( Orgs .). Diálogos em Educação de Jovens e Adultos . 2. ed . Belo Horizonte : Autêntica , 2007, p .19-50.

Entrevista com Osmar Fávero , professor titular da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense , na área de política educacional . Disponível em :< http://www.tvbrasil.org.br/saltoparaofuturo/entrevista.asp?cod_Entrevista=45 >.

Site Portal do Fóruns de EJA do Brasil < www . forumeja . org . br >

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