O video Bailando no llorando nos retrata superações,que podemos comparar com o ensino, a escola,a sociedade o mercado de trabalho tem que está incerido na proposta do processo de aprendizagem ou aprender. Pode ser definido de forma sintética de modo como os seres adquirem novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam o comportamento. Contudo, a complexidade desse processo dificilmente pode ser explicada apenas através de recortes do todo. Por outro lado, qualquer definição está, invariavelmente, impregnada de pressupostos político-ideológicos, relacionados com a visão de homem, sociedade e saber.
A escola é o lugar de aprender a interpretar o mundo para poder transformá-lo, a partir do domínio das categorias de método e de conteúdo que inspirem e que se transformem em práticas de emancipação humana em uma sociedade cada vez mais mediada pelo conhecimento. O lugar de desenvolver competências, que por sua vez mobilizam conhecimentos mas que com eles não se confundem, é a prática social e produtiva. Confundir estes dois espaços, proclamando a escola como responsável pelo desenvolvimento de competências, resulta em mais uma forma, sutil, mas extremamente perversa, de exclusão dos que vivem do trabalho, uma vez que os filhos da burguesia desenvolvem suas capacidades apesar da escola, que para muitos passa a ser apenas uma instituição certificadora; para os trabalhadores, a escola se constitui no único espaço de relação intencional e sistematizada com o conhecimento.
Cabe às escolas, portanto, desempenhar com qualidade seu papel na criação de situações de aprendizagem que permitam ao aluno desenvolver as capacidades cognitivas, afetivas e psicomotoras relativas ao trabalho intelectual, sempre articulado, mas não reduzido, ao mundo do trabalho e das relações sociais, com o que certamente estarão dando a sua melhor contribuição para o desenvolvimento de competências na prática social e produtiva. Atribuir à escola a função de desenvolver competências é desconhecer sua natureza e especificidade enquanto espaço de apropriação do conhecimento socialmente produzido, e portanto, de trabalho intelectual com referência à prática social, com o que, mais uma vez, se busca esvaziar sua finalidade, com particular prejuízo para os que vivem do trabalho.
A importância do trabalho para o desenvolvimento de competências torna-se mais evidente quanto mais mediados por ciência e tecnologia sejam os processos sociais e produtivos, tomando o saber tácito um novo significado que precisa ser mais bem pesquisado em função das mudanças ocorridas no mundo do trabalho.
Postagem feita por: Maria Albertina Quaresma no dia 15/10/2011 às 00h22
Com certeza trabalhar esse vídeo em sala de aula, lugar onde usamos tantos artifícios para justificar nosso desânimo, irá trazer muitas reflexões acerca do que é realmente impossível para cada um de nós, tanto nós professores quanto nossos alunos
ResponderExcluirIncrível o que podemos fazer com a ajuda do outro!
Superar desafios, superar dificuldades!
Educação Inclusiva?
Sociedade Inclusiva?
Como a EJA trabalha as diferenças?
Parabéns
att
Sandra Helena
Obrigada por despertar tanta sensibilidade em nossos corações... quando vemos algo dessa magnitude, percebemos que tudo é possível e que como o arqueiro que mirava a Lua ia mais longe que os demais; devemos também almejar novos caminhos para a educação brasileira e acreditar que é possível mudar de paradigma para, pelo menos irmos mais longe...
ResponderExcluirParabéns, um abraço grande,
Luciana Mesquita.