Maurits Cornelius Escher foi artista plástico, conhecido por representar construções impossíveis, utilizando a técnica de xilogravuras.
Em suas imagens, ele caracteriza com propriedade as possibilidades da mente humana.
Echer criava imagens que para muitos era interpretada como obras excêntricas e muito complexas ao nível de serem compreendidas.
Porém, se buscarmos entender o que vem a ser perspectiva, que para Soares Amora (2008) é a: ”Arte ou ciência que ensina a representar num plano os objetos, transmitindo a impressão de sua tridimensionalidade e profundidade”, é possível reconhecer e comparar suas pinturas com a realidade educacional dos indivíduos, principalmente no que se refere aos alunos da EJA.
A exemplo disso temos a imagem a ao lado que se compararmos à vida educacional dos alunos da EJA encontramos:- Alunos buscando uma saída em um emaranhado de caminhos (vários conteúdos que não sabem onde aplicar e como aplicar);
- Não existe direcionamento, apenas caminhos;
- Da mesma forma que descem e sobem, não possuem conhecimento real se estão realmente subindo ou descendo;
- Indivíduos que trabalham sem aplicação de nenhum esforço intelectual, apenas esforço físico;
- Pessoas buscando saídas sem terem orientação, direcionamento de como fazer ou de como buscar as respostas;
- E vemos também pessoas, que aparentemente, encontraram o caminho na companhia de outro.
Para Pinto: “O trabalho se constitui numa atividade que coloca o homem em relação direta com o ambiente que o circunda, procurando transformar a natureza e a realidade na qual está inserido”.
Sendo esse o objetivo real do trabalho, ou seja, contribuir para a sua transformação, bem como da transformação do meio em que vive, buscando libertarem-se da alienação e do ostracismo.
E Echer, com seu talento indubitável, representa brilhantemente, através de suas obras, como o ser humano apreende visualmente com o seu ambiente, sendo confundido, muitas vezes, com a ilusão de óptica. Pois, no momento em que um indivíduo está na escola ele busca aprender e obter sucesso profissionalmente e socialmente. Então, por que os resultados mostram o contrário, ao invés de conseguirem se manterem na escola e buscarem aprender mais e mais sobre a vida e o mercado de trabalho, desistem e saem da escola em busca de outros horizontes mais rápidos e mais práticos?
Para esses indivíduos, o que importa é experiência profissional e cultural que vão construindo ao longo do tempo, resultando no distanciamento do conhecimento e priorizando apenas o exercício da profissão, buscando apenas se capacitar para ocupar uma vaga no mercado de trabalho.
Portanto, cabe ao educador redirecionar esse conceito de qualificação para um conceito mais amplo, a busca pela competência, proporcionando-lhes condições de reescreverem sua história, saindo do anonimato e da discriminação, reconstruindo o futuro e exercendo a cidadania plena.

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